Contactos

DOMOFORTE Soluções em Iluminação Natural

  • Pessoa de contato: Equipe Domoforte
  • Telefone: +55 (19) 3326-65-76
  • +55 (19) 99609-54-74
  • Skype: domoforte
  • Endereço postal: r.s carlos silva 321, Campinas, São Paulo, 13095-210, Brasil

Horário de funcionamento

Renovações do site

Lagoas Marginais – Alternativa de Água

Lagoas Marginais – Alternativa de Água

22/11/17

Lagoas Marginais – Alternativa de Água
O grande significado ecológico, econômico e social da água, exige um importante esforço de gerenciamento, conservação e recuperação dos sistemas aquáticos dada a importância fundamental para a sobrevivência da espécie humana e a organização e equilíbrio da sociedade.
A frustação do período de chuvas em 2014/15, no sudoeste do Brasil trouxe para todos um novo patamar de desafio, em razão dos múltiplos usos do recurso água. As disputas e mudanças já ocorridas no uso do sistema Cantareira entre as regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo espelham fielmente a realidade da complexidade da questão. Esta questão não pode passar despercebida a todos dada a possibilidade de escassez sempre presente a exigir enfrentamento coletivo.
Dentre as medidas compensatórias ao desvio da água do sistema de rios
Atibaia/Jaguarí para São Paulo os governos estadual e municipais projetam a
construção de represas via o barramento destes cursos d’águas na região de Campinas visando aumentar a segurança hídrica para a população.
Entretanto, a lição a ser aprendida é maior já que, por décadas, estes rios, em função do menor volume recebido foram perdendo suas características ecológicas que são fundamentais. Paralelamente, a importância para a coletividade expressada em beleza cênica, elementos culturais (musica, poesia, histórias), social (pescarias) e econômicas advindas dos produtos produzidos nos próprios rios, se perderam ou estão a se perder como faz prova o outrora famoso Rio Piracicaba por sinal, resultado da junção do Atibaia e Jaguari.
Portanto, se importa o aumento da segurança hídrica, importa que, nestes sistemas aquáticos continentais, conhecidos como Bacias Hidrográficas, as tomadas de decisões devem (ou deveriam) ser baseadas em seus múltiplos aspectos.
Daí pergunta-se –
Como ficarão as cidades abaixo dessas novas represas após a construção?
Continuarão com a mesma problemática causada pelo Cantareira (escassez) ou será agravada.
Nessa perspectiva de gerenciamento complexo das Bacias hidrográficas, dado os fatores múltiplos a serem contemplados, apontamos um dele que na realidade do Estado de São Paulo parece ter desaparecido da técnica de recuperação e preservação dos rios: as Lagoas Marginais, outrora sempre em destaque. Mas o que são as lagoas Marginais?
Na definição de vários autores as Lagoas Marginais são áreas presentes em planícies de inundação, de formação periódica ou permanente, resultantes do transbordamento lateral dos rios. Estes ambientes possuem alta ciclagem de nutrientes e alta produtividade primária, e são colonizados, a partir do contato com os rios, por ovos e larvas de peixes (Goulding
1980, Junk et al. 1989, Junk & Welcomme 1990; Pompeu, 1997).
Planície de Inundação e Lagoa Marginal – Rio Atibaia
Ou seja, cada rio, comporta um volume de água a se deslocar no sentido jusante. Quando existe excesso, principalmente nos períodos chuvosos, ocorre o extravasamento do liquidopara as áreas de várzeas ou planícies inundáveis. Quando cessa a descarga desse volume a maior, o processo se inverte e ocorre a drenagem para a calha do rio. A exceção fica pelo represamento do excesso nas lagoas dentro das várzeas, local de interesse estratégico na
ecologia da fauna e flora envolvidas nas bacias hidrográficas.
Deve ser considerado que estas Lagoas Marginais são reservas de água ou, de outra forma, “um socorro existente nesse complexo hídrico para que se mantenha minimamente o volume dos rio em épocas de estiagem”. Ocorre pela posição da Lagoa em cota levemente acima da calha ou o tipo de solo que em lenta drenagem retorna o volume de água. Fácil perceber que esse volume das Lagoas Marginais é o volume que foi recebido meses antes no período
chuvoso, diferentemente quando não há a presença das lagoas na planície, que mesmo inundada, logo, passando o efeito do aumento das chuvas, tende em prazo muito curto retornar ao dreno principal que é o rio. Assim, se as Lagoas inexistem, o efeito de “reserva” é bastante pequeno para minimizar o longo ciclo seca/chuva/seca.
Nesse sentido, parece não existir contradição entre o represamento proposto nos rios Atibaia e Jaguari , que visa suprir Campinas e região com um volume de água que hoje é levado para São Paulo, e a revitalização das Lagoas Marginais deste dois cursos d’água estratégicos para esta Região Metropolitanas com dois milhões de habitantes.
Vale destacar que no trecho do rio Atibaia que vai do Distrito de Sousas (Campinas) à Paulínia, a grande maioria das planícies inundáveis existentes, embora em processo de sedimentação, encontram-se sem ocupação urbana o que permite a recuperação das sua antigas Lagoas Marginas favorecendo então a “reservação” de um volume maior de água. Nessa linha, para
cada hectare na condição de Lagoa Marginal admitindo-se uma profundidade média de três metros a reservação será de 30 milhões de litros de água, contrariamente, o que hoje acontece dada as condições das planícies inundáveis acabam por escoar no próprio período chuvoso.
Assim, a revitalização das Lagoas Marginais é fundamental para a melhoria das condições ecológicas dos rios Atibaia e Jaguari, bem como reserva dágua para as cidades rio abaixo além de uma alternativa de minimização dos problemas de enchentes para essas cidades evitando-se gastos orçamentários com obras de contenção no caso do bairro Vale das Garças em Campinas, assentado em uma das planícies de inundação do Atibaia.
Finalizando, é tecnicamente justificável a implantação de estudo de Revitalização das Lagoas Marginais no Rio Atibaia como Projeto Piloto afim de se estudar do ponto de vista econômico, ambiental e da engenharia (busca de novas ferramentas tecnológicas), e formar pensamento critico tecnológico visando entender as condições do rio e seu entorno e da sua melhor
utilização
Arilzo Forte/Engenheiro Agrônomo /CREA 88829/D – Cel 19 997881808
Engenheiro Agrônomo

Fonte: Arilzo Forte/Engenheiro Agrônomo /CREA 88829/D - Cel 19 997881808 Engenheiro Agrônomo

Artigos anteriores
Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas  8 de novembro de 2017 Suzana Camargo
Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas 8 de novembro de 2017 Suzana Camargo

19/11/17

Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas
Decisões financeiras são influenciadas pela luz ambiente
Decisões financeiras são influenciadas pela luz ambiente

21/08/17

Decisões financeiras são influenciadas pela luz ambiente
AMBIENTES SEM JANELAS E ESCUROS?
AMBIENTES SEM JANELAS E ESCUROS?

06/08/17

AMBIENTES SEM JANELAS e ESCUROS? COLOQUE DOMOS E DEIXE A LUZ SOLAR ENTRAR.